Salada de frutas, mel e melado com um corpo presente que sustenta cada gole. O Bourbon é a variedade mais clássica do café especial — e 87 pontos SCA mostram por que ela ainda domina.
O primeiro gole entrega frutas — não uma fruta só, mas um conjunto: aquela sensação de salada de frutas madura, que varia a cada momento. O mel chega logo depois, redondo e persistente. E o melado fecha com uma doçura mais rústica que dá profundidade. O corpo alto sustenta tudo isso — é uma xícara que preenche, que fica. A acidez de 60% não assusta: ela aparece como um contraponto elegante que impede a doçura de ficar enjoativa.
Variedade Bourbon, processo Natural, 1.114 metros nas Vertentes de Minas. E 87 pontos SCA — a pontuação mais alta da Fazenda Paradiso no nosso portfólio.
Se você já tomou o Reserva da Exploria, reconhece o nome: é o mesmo Vicente, a mesma Fazenda Paradiso. Mas o Bourbon é outra história. A variedade Bourbon é considerada uma das mais nobres do mundo — ela foi a origem genética de boa parte das variedades que existem hoje. Plantar Bourbon com qualidade exige paciência, porque ela é mais frágil e produz menos. Vicente faz isso há décadas.
O que muda na xícara é perceptível logo no primeiro gole: mais corpo, mais acidez, mais complexidade. O Reserva apresenta. O Bourbon confirma.
Todo mês a curadoria Exploria escolhe dois cafés especiais para você — com perfis diferentes, de origens diferentes, para você continuar explorando sem precisar pesquisar.
O Bourbon é o café de quem já sente que a acidez não é inimiga — ela enriquece. Quando você quiser ir ainda mais fundo nesse território — perfil frutado marcante, processo Natural do Caparaó, variedade Arara a 1.250m —, o Fruto do Caparaó é o próximo capítulo. 86,6 pontos SCA do Sítio Recanto da Paineira.
A jornada tem ritmo. E esse foi um passo importante nela.